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Indulto das mães: Ladrão volta para a cadeia em menos de 24 horas. E ainda querem mais.

Um bandido cumpria pena há quatro anos por diversos roubos. Neste dia das mães a justiça entendeu que o preso bem comportado deveria visitar a mãe (Qualquer mãe que seja, já que os indultados nem precisam ter mãe ou esposa para merecer o beneficio) e soltou o ladrão.

O presidiário saiu da cadeia sem lenço ou documento e então resolveu visitar a mãe de todos os males: o dinheiro, num caixa eletrônico da Lapa, zona oeste de São Paulo, acompanhado por uma vitima a fim de conseguir “um qualquer”. Por sorte o cidadão conseguiu avisar ao segurança do banco que acionou a policia e o bandido foi preso mais uma vez, exercendo a única profissão que sabe na vida (Diria que com maestria, mas a julgar pelo numero de prisões nem com tanta destreza assim). Ficou na rua por menos de 24 horas e voltou para a cadeia sem dia das mães e com mais uma acusação no curriculum.


Este ano teremos ainda três feriadões e o natal para se trancar em casa com medo dos cidadãos que a justiça insiste em reintegrar, mesmo a revelia, a sociedade.

O CNJ (conselho nacional de justiça) acha pouco e está a procura de meios para reformular o Código de Processo Penal, atenuando ou trocando penas privativas de liberdade por outras mais sociaveis, como se este fosse o grande mal do país.

Qualquer lei precisa ser simples, clara, sem brechas para interpretações dúbias, coerente com o arcabouço jurídico do país e exeqüível, mas principalmente precisa ser cumprida. A justiça brasileira é formada por semideuses autônomos e independentes quando não conflitantes entre si. Uns escrevem um risco e outros lêem Francisco ao bel prazer do caráter, conhecimento, instinto ou interesse próprios e a sociedade vai pagando o pato. Uns matam e não vão presos outros vão presos sem cometer crimes. Quando o sujeito comete crime e vai preso recebe pena desproporcional ao delito, como gentes que cometem crimes famélicos ou que atendem ao principio da insignificância onde o valor do produto roubado não justifica o gasto com um inquérito policial e um processo e ainda assim passam a vida inteira na cadeia enquanto o bandidão perigoso e sanguinário recebe indulgências para mais afrontar a sociedade.

O Brasil pode até precisar de reformas e leis mais atuais, mas antes que modifiquem os pergaminhos jurídicos o que urge é que se cumpram alguma ou toda lei. Do jeito que a coisa está tanto faz a pena ser de chibatadas ou de morte. O único que zela pelo cumprimento dela da forma como a sociedade almeja não lê o que os homens querem e escreve sempre certo, ainda que por linhas tortas.

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