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Cooperativas de limpeza nas escolas estaduais – Mais uma vez o descaso...

A educação em São Paulo é cara e muitas vezes ineficiente. É preciso educar quem administra nossa educação. O problema não está na progressão continuada (Como a esquerda quer fazer parecer) mas na falta de planejamento e no descaso com os servidores da educação. Exigências e avaliações esdrúxulas afugentaram professores e muitas escolas precisaram dispensar alunos. Os agentes de organização escolar recebem pouco mais que o salário mínimo para tocar a burocracia escolar e cuidar de nossas crianças. Se tal servidor sustentar quatro dependentes cada um viverá com pouco mais de dois dólares por dia, muito próximo da linha de pobreza segundo a ONU.



Pensando em economizar, o governo terceirizou os serviços de limpeza. Muitas cooperativas de fachada surgiram da noite para o dia e entraram no novo e lucrativo negócio. Os cooperados na verdade são funcionários contratados por salários muito baixos que arcam com o ônus de “ser sócio de um negócio” e perdem os benefícios garantidos aos empregados regidos pela CLT enquanto os “administradores” de tais cooperativas enchem as burras de dinheiro.



Muito tardiamente o governo farejou encrenca em tais contratos e vetou que cooperativas prestem serviços de limpeza para as escolas (só empresas podem participar dos novos pregões) alegando que cooperativas não ostentam a subordinação que o trabalho exige. A emenda saiu pior que o soneto.



Como as empresas que atuam sob a fachada de cooperativas não podem mais prestar os serviços, os milhares de trabalhadores contratados por elas simplesmente estão indo para a rua, com uma mão na frente e outra atrás, a medida que os contratos vão terminando.



Para as escolas a situação é um tanto pior. Os novos contratos demoram meses para entrarem em vigor e mais de duzentas escolas já estão sem pessoal para limpeza segundo a APEOESP e utilizam as merendeiras e até os próprios alunos na higienização do espaço escolar. Ao se desdobrarem para limpar os banheiros, preparar e servir a merenda, as merendeiras podem acabar por fazerem uma merenda que é uma merda e os alunos devem sair da escola qualificados a empregarem-se nas tais cooperativas.

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