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Eleições 2010: É a economia, estúpido!

A economia brasileira vai muito bem, obrigado. Sempre que a economia vai bem o continuísmo político é favorecido. Nos municípios, nos estados e principalmente no governo central. O mesmo grupo político governa São Paulo por mais de 20 anos. Em Minas Aécio Neves vai fazendo sua “Dilma” com Anastásia que ruma para a vitória e assim ocorre pelo país à dentro. Só perde a boquinha em tempos de vacas gordas quem desliza feio.

O cenário ideal para a consolidação das instituições brasileiras seria a alternância de poder, marca fundamental da democracia. Quando partidos de diferentes prismas políticos se alternam no poder os ganhos para o povo são sempre maiores. A fiscalização aumenta e é facilitada pelo simples fato de não existir tempo suficiente para que redes de corrupção se instalem vigorosamente na maquina estatal e o respeito pelo contribuinte/eleitor cresce a medida que ninguém ostentar a formula mágica ou a conjuntura perfeita para a perpetuação no poder

Os sintomas colaterais do continuísmo só são sentidos em toda a sua abrangência quando a corrente é quebrada e a cortina de fumaça que encobre os desmandos e falcatruas do longo governo se esvai com a posse de um grupo político opositor. Os servidores de São Paulo estão a 15 anos sem receber aumento salarial real e a corrupção no governo federal parece endêmica e natural, mas a verdadeira dimensão de uma administração tão duradoura só perceberemos muito mais tarde.

Dilma tem sofrido sérios abalos em sua campanha e existe a possibilidade bem real de que sua imagem construída a toque-de-caixa não suporte muitas outras denuncias consistentes. Uma eventual derrota da candidata petista não significará nenhum avanço na educação política do povo brasileiro. Enquanto a economia for o fiel da balança  o caminho continuará aberto para a eleição de cantores de talento duvidoso e força política risível ou de humoristas de cultura brega e estatura ideal para servir como trampolim à manipulação política das elites econômicas. Como diria um destes candidatos: “Chique no úrtimo!”

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