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Vou votar no Tiririca!



 “Por isso, aqui no Amapá, vote em Waldez Góes, que está com Dilma”.
Presidente Lula, fazendo campanha para um presidiário correligionário.  

Lula é o polivalente da política brasileira, graças a sua popularidade sempre em alta. Lula bancou Dilma (e em seu bojo a substituta Erenice Guerra) que começou a campanha com tanto credito quanto uma nota de três reais. A aposta de Lula deu certo e Dilma disparou nas pesquisas de intenção de voto. O sucesso da transferência de votos fez Lula ganhar mais uma característica: A onipresença nas campanhas políticas, de sindico de prédio à senador da republica.  Uma foto ou uma fala do presidente é o talismã mais prestigiado de todos os tempos na política brasileira.

Tantos apoios não poderiam mesmo acabar em boa cousa. Não que Lula se importe com as pedras em seu telhado, que é de vidro, mas do tipo blindado. O candidato ao Senado Waldez Góes (PDT Amapá) está preso por corrupção. Sua campanha continua a pleno vapor e ele abusa da “amizade” e do “prestigio” junto ao presidente. Tudo verdade. Não fosse, o próprio presidente não apareceria pedindo votos para o candidato.

A revista Veja acusa a sucessora de Dilma de estar envolvida em mais um escândalo de corrupção. A receita federal foi estuprada por gente a cargo (se não a mando) do governo petista, mas apesar de tudo o eleitor segue alheio aos indícios de vinculo entre nossa esquerda e a criminalidade.

Isto se explica, de modo torto (e torpe, por que não?) pela  empatia com o povo pobre sempre tratado com desconfiança – e truculência – pelo aparato oficial de segurança e justiça.

A campanha tucana ao cargo maior do país é psicopatológica e autodestrutiva e o contraponto ao escárnio esquerdista é basicamente formado pelas ex-celebridades em busca de um lugar à sombra.

Tiririca nunca passou de um medíocre humorista. O sucesso alcançado em sua carreira (Já vendeu mais de 1,5 milhão de cópias de um disco) se deve basicamente a uma combinação de esforço, fé e trabalho.

Tiririca trata o eleitor por “abestado” e afirma que só vai saber o que faz um deputado se for eleito. Tiririca é palhaço desde sempre, mas em suas brincadeiras é o único candidato a dizer essencialmente a verdade em sua campanha.

Se Tiririca for eleito e te fizer de besta ou simplesmente não souber o que fazer já cumpriu à risca suas promessas de campanha. O diabo é que Tiririca nunca roubou nem vaso em cemitério e nunca teve mais do que o seu suor tenha lhe dado. Dá deste palhaço trabalhar lá em Brasília e acaba que vira um Ronald Reagan tupiniquim.

Se é para ser passado para trás eu prefiro que me avisem antes!

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