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Inovação nos direitos humanos - DPME usa de preconceito e reprova professoras acima do peso.

Pelo menos 5 professoras acima do peso, das quais apenas duas tinham IMC acima de 40 ou a chamada obesidade mórbida foram reprovadas pelo departamento de pericias medicas do estado de São Paulo apesar de seus exames não acusarem qualquer tipo de alteração ou indicassem possibilidade de doenças. 

As professoras reprovadas ainda ouviram dos peritos que seriam reprovadas por estarem acima do peso. O INSS (Ou IPESP) não aposenta ninguém que apresente  IMC inadequado, estar acima do peso não faz jus sequer a uma licença medica no próprio DPME. Excesso de peso, por si só, não é uma condição para a incapacitação. Acusar quem está acima do peso de desleixo com a saúde (segundo o relato de uma candidata à Folha de S. Paulo)  configura assedio moral.

Quando os meios de transporte, de entretenimento (como cinemas e teatros) e o setor de serviços em geral procuram se adequar a realidade de quem está acima do peso é inadmissível que o governo humilhe estas pessoas. Um evidente  contrassenso quando o próprio concurso publico prevê reserva de vagas até para portadores de deficiências físicas.

O órgão não é sério, os próprios peritos reclamam de ingerência administrativa no resultado dos laudos médicos. Se os servidores públicos não se mobilizarem contra a arbitrariedade latente praticada contra seu mais básico direito, o de ter saúde para trabalhar, de nada adianta a gritaria quando for prejudicado pelo órgão do governo paulista. Inúmeros  relatos dão conta de atestados médicos rechaçados em pericias duvidosas no DPME, de pericias negadas tardiamente prejudicando assim os vencimentos dos servidores e de toda sorte de humilhação para com quem depende do DPME. Para a sociedade estes relatos isolados não passam de choradeira individualista. A mobilização é o único meio de juntar forças e de se fazer ouvir. Hoje não pode gordo, amanhã não pode careca; quanto falta para se proibir os negros?

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