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Rogério Ceni, o grande - 100 gols apesar de Carpeggiani.

Rogério Ceni é um goleiro medíocre. A afirmação de 100 entre 100 torcedores rivais seria verdade se não fosse um fato: Ceni é um obstinado. O goleiro do São Paulo é do tipo de gente que se daria bem em qualquer área que escolhesse atuar. É inteligente e persegue seus objetivos com tanto afinco que comove, com tanta força que espanta os obstáculos. 

O (meu) Corinthians se mostrou imaturo e limitado, jogando com os nervos (e não o coração) na ponta da chuteira, mas isto não apaga em nada o brilho da conquista de Rogério e o fato de alcançar a marca sob a batuta de Caperggiani dá o “Q” de trunfo soberbo ao centésimo gol do goleiro tricolor. Pouca gente se lembra,
mas este mesmo arrogante treinador, quando topou com Rogério ainda no começo de carreira proibiu o atleta de cobrar falta, alegando que “não tem cabimento o gol ficar desguarnecido quando o elenco tem outros cobradores tão bons ou melhores”.

Tivesse Carpeggiani vida longa naquele São Paulo e o futebol mundial poderia ser privado do maior goleiro artilheiro da história. Como o técnico tratou de cair rapidinho, fez carreira meia boca mundo afora, para voltar ao São Paulo bem a tempo de aprender um bocado de coisas e fazer parte da história que ele próprio queria que não fosse escrita.
A despeito de suas limitações como goleiro, Rogerio venceu todos os desafios e assume de longe a posição de maior ídolo da torcida são-paulina de todos os tempos. Um feito e tanto se olharmos quanta gente boa já passou pelo Morumbi.

Parabéns Rogério. O eterno rival Corinthians e o técnico que queria tolher seu talento formam o pano de fundo perfeito para sua marca que hoje é noticia no mundo inteiro. Você é, definitivamente, um grande!

1 comentários :

Anônimo disse...

Só não entendi o porque da palavra "mediocre"... Meus Parabéns, a maioria dos torcedores Corintianos não tem a audácia de elogiar com seuqer uma palavra o Ceni, mas no entanto existem aqueles que não veem com rivalidade, e sim o futebol, as conquistas e assumir as derrotas quando acontecem. Sou Saopaulino, mas tenho poucos amigos corintianos que conseguem olhar o time adiversario, nao uma rivalidade possessa, que na maioria das vezes gera a violencia e nos faz oensar no mal da pessoa alheia. Parabéns.