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Professores vs QAE e bônus: entre salvos e feridos, todos mortos.

Em fim o bônus da educação saiu. Alguns ganharam muito, a maioria recebeu uma “merreca” e outros tantos receberam “zero” reais. Começou então um tiroteio cego entre integrantes do administrativo e do magistério.  Aqui mesmo neste blog agentes reclamam dos professores que “não fazem sua parte” e não cuidam da limpeza e da merenda e professor retruca que “sem professor não existe escola”, alegando que “professores colocam a mão na massa, ensinam e disciplinam os alunos” ou ainda que “ninguém vai a escola só comer merenda”.


Nem tanto ao mar nem tanto a terra. Existem bons e maus profissionais nos quadros do magistério e existem bons e maus profissionais nos quadros administrativos, o grande problema é que todos estão desmotivados e são desvalorizados pelo governo. Um professor nos enviou um e-mail afirmando que precisou fazer uma reforma em casa, para tanto contratou um pedreiro. Ao final do mês, o que ele recebeu lecionando em duas escolas não dava para pagar o que o pedreiro cobrava trabalhando apenas em sua casa. É muito justo que profissionais valorizem sua mão de obra, mas o pedreiro é artesão e não precisa estudar durante anos e nem é responsável por formar os futuros cidadãos brasileiros. Quando um professor ganha menos que um pedreiro é sinal que o governo valoriza menos sua posição.

Todos os servidores da educação são importantes e trabalham muito e ganham menos que merecem. Sem professores não há aula e sem o pessoal do administrativo não há sequer escola já que o administrativo cuida de toda a burocracia e dá suporte ao pedagógico.

Não é preciso pensar muito para perceber que professores precisam –embora muitos não apresentem- ter formação melhor, mas isto não os torna de uma casta superior e nem faz dos demais funcionários da escola os intocáveis indianos.

A escola é uma equipe trabalhando para prover educação em nome do estado, se todos os envolvidos lutassem juntos por melhorias e reconhecimento, o caos não estaria estabelecido. Hoje fica o professor se achando o máximo para lá e o funcionário operacional ou administrativo se achando o faz tudo para cá. De fato, ambos carregam a escola nas costas, mas enquanto perdurar a guerra de egos, morrerão abraçados e se demorar muito, provavelmente de fome.

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