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Mãe entrega filho a policia em SP - Meu filho é bandido. De quem é a culpa?

Uma mãe de Franca, interior de S. Paulo tinha problemas de relacionamento com um dos seis filhos. Ao voltar de uma viagem e perceber que o filho guardava objetos estranhos as posses da família (uma moto, uma bicicleta e um aparelho de som) brigou com ele e tentou agredi-lo, como o filho revidasse, chamou a policia que constatou que os produtos eram objeto de rouba à casa de um juiz da cidade. O filho escafedeu-se e a família está de mudança para outra cidade. A mãe diz que não vai passar a mão na cabeça e que como não o ensinou a roubar, ele que arque com as consequências. O filho, de 18 anos, está desaparecido.

A mãe do garoto está certa ou errada?

O pai do garoto morreu e depois disto ele começou a apresentar comportamento inadequado. Toda a família é honesta e a mãe, que passou dias fora em busca de uma casa no litoral paulista para se mudar, pensando em morar num lugar mais sossegado, acredita que os valores da sociedade são mais valiosos que o valor da vida de seu próprio filho. Afirmou que está de mudança para o litoral e que deixou o endereço com a policia. O filho que se explique. Nem se quer vai fazer uma visita ou levar um lanchinho na cadeia.

Podemos dividir a atitude da mãe em duas partes. Primeiro, não podemos criticá-la por não admitir a atitude criminosa do filho. É louvável que a própria genitora desabone o comportamento inadequado da prole.
Em segundo, mas não menos importante, está à responsabilidade pela conduta de um menino recém-chegado a maioridade. Ele pode perfeitamente ser um destes crápulas sem escrúpulos que merecem o repudio até da própria família, mas não sem antes se esgotar a tentativa de resgatá-lo.

A família é a base da sociedade e devemos tentar corrigir os erros dentro de casa. Sempre se pode recorrer à profissionais de saúde – psiquiatras ou psicólogos- e sempre se deve tentar corrigir os feitos erráticos durante a educação.
Em hipótese alguma a família pode assumir com exclusividade a culpa por um ente criminoso, mas de jeito algum, podemos abandonar os que trilharam caminhos tortuosos.
Os objetos ilegais portados pelo garoto foram roubados de um juiz. A lei certamente tratará de apertá-lo ao máximo. A sociedade, sem sombra de duvida, o excluirá prontamente. Quando a própria mãe o abandona a própria sorte, o que estamos criando?

Um readaptando do sistema prisional ou um monstro para nos afrontar ainda mais violentamente no futuro?

O menino errou e, seguidamente, errou no trato com a família e a sociedade. Abandoná-lo não pode melhorar em nada a perspectiva no horizonte. Ou criamos uma pena de morte para os que até a família julgam inservíveis, por menor que sejam seus crimes (o artigo 155 do código penal – furto- é um crime considerado de potencial menor, por não atentar contra a vida, mas contra o patrimônio pura e simplesmente.) ou assumimos a responsabilidade de criarmos riscos maiores a nós mesmos.

Hoje o garoto de Franca é só um projeto de bandido - mal sucedido e, diga-se, um garoto problemático para a própria família. Amanhã, só deus sabe o que a própria sorte lhe reserva.

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