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Vereadores de São Paulo aprovam dia do orgulho hetero. Para quê?

Haroldo, o hetero - Personagem de C. Anisio
O dia da consciência negra se justifica por tudo o que os negros sofreram historicamente e serve para lutar por igualdade racial e pelo fim do preconceito de raça. O dia do orgulho gay serve (ora veja!) para a mesmíssima cousa: combater o preconceito. 

As pessoas – ao menos as que gozam do pleno juízo – não cogitam a criação de um dia do orgulho branco, pelo simples fato de ser desnecessário, já que brancos não costumam sofrer perseguições por conta de sua cor ou raça.

Um vereador paulistano, representante dos evangélicos, tanto fez que aprovou na câmara paulistana a criação do dia do orgulho heterossexual. Para que afinal? O que se faz no tal dia? Luta-se contra quem? Combate-se o que? 

Nas entrelinhas da lei, lê-se claramente a seguinte mensagem: “Olha, ser gay é desprezível e eu não sou gay. Isto sim é motivo de orgulho!”

O único motivo que justifica a criação do dia dos heterossexuais é a demarcação clara e evidente do antagonismo aos gays. Gays e negros têm, historicamente, a autoestima espezinhada e a moral atacada. Quando se cria uma data “motivacional” a mensagem que se pretende transmitir é algo como: “Olha, você não precisa sentir-se menor por ser negro ou gay. Orgulhe-se de quem você é!”

Aos olhos religiosos o natural é ser heterossexual, tanto como andar e fazer cocô. Seguindo esta lógica, em breve teremos o dia da merda, para comemorar as cagadas que os homens fazem.
Ou então, esta historia de patentear aos quatro ventos a heterossexualidade pode, na verdade, servir como um baita de um armário...

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