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Teste Z e psicologia no processo seletivo público de SP.

Acabamos de receber mais um e-mail de candidato reprovado no famigerado teste de Zulliger. Desta feita, um candidato ao cargo de executivo público, muito bem aprovado no teste escrito, que ao relatar histórico de depressão, foi submetido pelo DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de SP) ao teste das famosas "plaquinhas".

Para quem não conhece, é um teste inventado no inicio do século passado por Hermann Rorschach que consiste em interpretar manchas em 10 placas. A versão de Zulliger é mais simples e conta com apenas três placas. O camarada olha as manchas de tinta e diz o que vê. Quem se prepara para concurso público, é classificado e depois retirado do certame por uma "cousa" destas tem motivos para protestar.

Em primeiro lugar, os psicólogos do DPME só trabalham lá por falta de opção melhor: Reclamam do salario, da carga horaria e até de ingerência administrativa nas perícias. Não pode existir nenhum Freud se submetendo a este tipo de emprego.

Depois, podemos elencar:

A Psicologia é a ciência da subjetividade. Sua aplicação depende primordialmente de profissionais muito qualificados e de condições de trabalho extremamente favoráveis, justamente o contrario do que o DPME oferece ou submete seus profissionais.

O resultado esperado do teste das plaquinhas está amplamente divulgado na internet, qualquer louco - que tenha alguma competência cognitiva- pode chegar para o teste com o resultado na ponta da língua.

A ocorrência de depressão em si, não configura um fator incapacitante (boa parte das pessoas apresentarão sintomas de depressão em algum momento da vida) e a avaliação precisa contar com critérios mais rigorosos e objetivos para qualificar o "animo" do candidato ao trabalho.

Por fim, a "triagem" do DPME se mostra inócua, já que a grande maioria dos profissionais da educação desenvolvem depressão no ambiente de trabalho, de forma que se prevenir descartando quem tem histórico da moléstia pode até ser comodo, mas representa o rabo que abana o cachorro: Não é o depressivo que não tem condição de trabalho; o trabalho é que torna os profissionais depressivos. E o grande mistério é entender o por que não deixam entrar depressivos, se, sequer julgam os profissionais (em exercício) com depressão incapacitados para o trabalho.

O DPME está em franco processo de mudança, inclusive descentralizando as perícias. Do jeito que está é um disparate. Reprovam obesos, depressivos e deixam passar gente muito menos produtiva (para dizer o mínimo). Não existe critério e tampouco qualificação para os peritos do DPME se valerem de métodos psicológicos em suas avaliações.

2 comentários :

Anônimo disse...

O governo ladrão de sp faz concurso a rodo e não deixa agente trabalhar. bandidos bandudões!

Terra Boa disse...

Será que as entidades defensoras dos direitos humanos tem conhecimento dos constrangimentos a que os candidatos a novos integrantes do quadro de magistério do Estado estão tendo por ocasião das perícias? Muito bem faria um representante da instituição naquele local de perícias nos dias em que as mesmas para admissão são feitas. Eu por exemplo fiquei retido em psicologia. Indago: se já sou professor do Estado e não passei no exame psicológico para outro padrão, posso continuar dando aulas? Não seria o caso de eu ser afastado então ou de ser admitido no novo padrão? Pelo que pude notar como professor e principalmente como acadêmico de Serviço Social, o tratamento ali, principalmente na área psicológica, é dado preconceituosamente, pelas aparências. Se a pessoa está bem vestida, se fala bem com as madames psicólogas (principalmente) ele está aprovado. Se está de short, de cabelo pintado com cor "diferente", de chinelo ou de uma outra maneira q ñ agrada as madames psicólogas, então a pessoa é retida sem razão de fato. E o que é pior. Os retidos que cometem a audácia de questionarem o porque ou de pedir para verificar o seu próprio laudo, são tratados deseducadamente pelas madames psicólogas, numa demonstração de total despreparo para a função. Elas necessitam de tratamento psicológico ou outro mais aprofundado. Em uma sociedade onde houvesse humanidade no atendimento ao cidadão, elas não estariam mais lá. Um senhor que pediu para ver seu laudo foi tachado de agressivo. Até parece que elas não são. Uma senhora que cometeu o mesmo erro de pedir seu laudo foi chamada de descontrolada e o que é pior. Uma das madames psicólogas disse que a preclara professora tinha que se cuidar, pois a ansiedade a havia deixada gorda! Isso é um absurdo. Por favor. Investiguem o que estou pondo aqui.
Grato,