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Meu lugar...


Passei boa parte da vida procurando achar e entender 
onde era meu lugar ou onde deveria ser.
Quando se chega aos 40 as contas começam a fazer parte
da vida e mostram um bocado de cousas que podem
fazer algum sentido ou servir para coisa alguma

Quanto tempo falta para me aposentar?
Quanto tempo para quitar aquele carnelão?
Quanto para concluir aquela obra ou mudança?
Bodas de quê este ano?
Você está fazendo as contas certas?

Uma boa conta é quantos dias você sorriu e foi feliz.
Sem se esforçar muito, se você passar 20 anos da sua vida feliz, a começar por este momento bem agora, e depois disto viver mais 20 anos, você terá sido feliz em 1/4 de sua existência.

Esta conta é pertinente aos 40 porque o tempo urge quando se chega na contagem dos "enta" de onde a maioria de nós nunca sairá, já que é preciso completar 100 longos anos para deixar os "enta" para trás.

Aos 40 você vai ter (com sorte) exatos 20 anos de vida com muita qualidade. libido, disposição física, saúde e provavelmente uma condição financeira que, por pior que seja, lhe permita usufruir de tudo isto um tanto. Depois disto tudo o que funcionar perfeitamente será um bônus que a vida lhe agracia.

Não que não se possa viver com qualidade depois dos sessenta, sim se pode (e deve!). o diabo é que quem chegou ao sessenta vendo a banda - e a vida - passar, dificilmente vai ter disposição para mudar alguma coisa.

E aqui a questão do "meu lugar" passa a ser multidisciplinar, agregando a vã filosofia a matemática, história, geografia e outras ciências da natureza.

E onde então é o meu lugar, meu Deus?
Meu lugar é onde houver prazer! Prazer pequeno e grande, complexo como um salto de paraquedas ou simples como a contemplação da natureza, novo como aquela viagem sempre postergada ou velho como aquele café acompanhado dos primeiros raios de sol.

Eu nunca fui muito bom em prever o futuro e caprichosamente ele me parece particularmente surpreendente quando tento. Então não me arrisco mais ao exercício de como será, o que vou fazer e como vou viver.

Mas uma coisa a gente sempre pode e nunca faz e isto eu estou decidido a tentar. Vou proibir tudo o que for aborrecimento! De hoje em diante os aborrecimentos serão evitados a todo custo e os que forem mais persistentes serão contornados mais breve e rasamente possível, de preferência com uma boa dose de desprezo.

Vou cortar comida gordurosa também, mas junto vou cortar convivências inconvenientes!
Claro que vou cortar o sedentarismo, mas no mesmo saco eu coloco o status quo!
E por fim vou rever todas as minhas escolhas (passadas e futuras) com uma caneta esferográfica de tinta vermelha na mão. Onde couber eu risco a sentença "NÃO" e troco pela aposta "SIM" ou - no mínimo - pelo desejo "TALVEZ". E onde não couber? Bom, onde não couber eu boto poesia!

2 comentários

Anônimo disse...

Carnelão? esta oalavra n existe. kkkk

Cidadão Quem? disse...

Têns lá certa razão, caro anônimo. Usualmente não existe e até pode ser classificado como um neologismo. Mas até isto tem algum critério. Como "carnezão" é uma palavra horrorosa trocamos por algo mais poético, com a devida vênia, usando a aproximação com um outro neologismo mais famoso e aceito,o tal do "mensalão". É só uma licença poetica, viu? Há braços!

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