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"O Sul é o meu pais" é só o caolho em terra de cego.

Em sua página o movimento cobra anuidade dos associados.

Nas ultimas eleições o autodenominado "movimento Sul Livre" ou "O Sul é o meu país" fez uma consulta pública paralela e informal sobre a vontade dos sulistas em se separarem do restante do país. A ideia é antiga e o movimento vem ganhando adeptos e alguma organização. Em sua pagina alegam pregar a "emancipação politica e administrativa" dos três estados de forma democrática e pacifica. No boca-a-boca acham que o Sul é melhor que o Brasil, que por lá predomina a origem europeia e que os sulistas não progridem mais por sustentarem especialmente os nordestinos.

Fosse tudo isto o movimento seria um contrassenso quando o mundo civilizado busca agregar mercados e derrubar barreiras, mas a história está longe de ser assim.

Para começar o movimento é ilegal, a lei brasileira proíbe o separatismo. Além disto, dando uma olhadela na história da colonização e na economia sulista alude de pronto a anedota do caolho discriminado que vira rei ao emigrar para a terra de cegos.

A gênesis da colonização sulista não tem nada de gloriosa. primeiro eram meia duzia de padres com índios autóctones (e nem tanto já que nossos ancestrais nativos possuem DNA asiático) adestrados para a civilização que foram expulsos pelos bandeirantes paulistas interessados primeiro em escravizar os índios e depois no negocio de criação de gados.

Depois vieram os tão cantados europeus. Ocorre que diferente dos EUA que era tido como a nova Inglaterra e planejado para dar certo, atraindo gente bem estabelecida em seus países de origem, o Sul brasileiro só atraiu os europeus excluídos pela industrialização e as grandes crises. Grandes porções de terras férteis e muito baratas ou devolutas era como uma tabua de salvação para os que não se qualificaram para a nova era européia ou simplesmente não tinha poder de reação na nova economia.

Mauricio de Nassau fez muito mais por Pernambuco que todos os miseráveis europeus fizeram pelo sul brasileiro. Por mais de duas décadas os holandeses investiram em educação, artes, cultura, urbanização e fizeram de pernambuco um autentico pedaço da europa por aqui. Em 1644 houve até a instituição do primeiro parlamento brasileiro por lá, enquanto os colonizadores sulistas agiam como agem hoje os chamados "brasiguaios" nas terras paraguaias da fronteira, ocupando a terra como podiam e os poucos que tinham um oficio iniciando seus pequenos negócios.

Hoje o sul brasileiro responde por apenas 16% das riquezas nacionais e o PIB (produto interno bruto) dos três estados são menores que o de Minas Gerais, menos que a metade do PIB carioca e somados não chegam a 50% do PIB paulista. A base da industria sulista foi construída em boa medida por incentivos fiscais e quase tudo o que é produzido por lá tem como destino os demais entes da federação, passando a constituir exportação e dependendo de bons acordos de comercio em caso de sucesso na separação.

Como se pode perceber a falacia do movimento separatista serve muito mais como chiste de quem quer ser superior, sem efetivamente sê-lo do que como proposta viável ou de eficácia relevante para qualquer dos lados. 

Os estados do sul são parte integrante deste país continental e faz muito mais sentido, com todas as suas peculiaridades resguardadas, federados ao miscigenado, lindo e grande Brasil.


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