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Eleições em SP - O efeito "internet".

Esta é, sem dúvida, a primeira eleição com influência maciça da internet. O acesso à rede mundial de computadores chega a quase metade da população brasileira, o que facilita a troca de impressões e "rouba" boa parte da influência da propaganda na tv e no rádio.

Candidatos afunilam na reta final
Em São Paulo, Celso Russomano nadava de braçada por conta da fama de defensor do consumidor e da grande rejeição ao PT e ao PSDB. Muitos acreditavam que a propaganda na tv derrubaria o mito, mas não foi o que ocorreu. Os partidos tradicionais não atacaram Russomano com muita força e faltando pouco mais de uma semana para a eleição parecia que Russomano levaria fácil, diga-se: com pouquíssimo tempo de televisão.

Na internet é que o candidato foi desmascarado. As lambanças acumuladas ao longo da carreira foram expostas e debatidas sem censura ou zelo que a televisão impõe e Celso Russomano despencou. A rede de computadores reflete um tanto da sociedade, dando voz de forma democrática. Os partidos que contam com militância ativa replicam isto na internet e como o famigerado PRB não tem história e nem militância, ninguém defendeu Celso Russomano, o que colaborou com o cenário.

Os que continuam repudiando Serra e Hadad impulsionaram Chalita e Soninha, que saíram do chão (um ponto cada) para 10 e 4 pontos respectivamente, sem grandes mudanças na linha de campanha, outros tantos "voltaram" para os antigos partidos e o resultado é uma eleição sem qualquer prognóstico plausível, pela primeira vez em muitíssimo tempo.

Com o fim da propaganda gratuita, a grande rede ganha ainda mais força e vai ser nas telas dos computadores que a disputa ganhará seus contornos finais. O resultado é que qualquer um dos três primeiros colocados podem chegar ao segundo turno e até Chalita alimenta alguma esperança.
Ao final destas eleições, as campanhas politicas nunca mais serão as mesmas.

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