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558 mortos no Rio. Quem é que vai pagar por isto?



No dia 05 de janeiro de 2011 escrevemos um artigo que se mostraria profético. Prevíamos muitas mortes por conta da chuva e lamentávamos o fato de governo após governo as coisas continuarem como são. Negligencia para com o CPF, idolatria para com o titulo de eleitor.  O diabo é que não somos profetas! Não temos meios para medir cientificamente a letalidade das áreas de risco e nem instrumentos para prevenir tragédias. Alguém no estado brasileiro deve ter estas prerrogativas. 

Não é a hora para a caça as bruxas. Neste momento trágico é preciso extirpar a  perplexidade para que possamos dar descanso aos mortos e esperança aos vivos. Ocorre que a temporada de chuvas vai passar e então é que são elas. Se tudo continuar como sempre foi, o próximo verão promete ser ainda mais devastador.

A integra do artigo publicado aqui em 05 de Janeiro de 2011:

Lagrimas e chuvas: Até quando contemplar teu rosto triste?

Mais um verão, mais uma temporada de chuvas e de mortes. Ano após ano é assim. Desde que começamos escrever em blogues, no verão de 2.008/2.009 ficamos chocados e perplexos, denunciamos o descaso e nos solidarizamos com a dor dos que perdem seus entes queridos e seus bens acumulados durante toda a vida.

Nas ultimas horas morreram três crianças em Petrópolis no Rio de Janeiro e uma mãe com seu filho em São Paulo. Ainda vai morrer muita gente este ano e no próximo verão e no outro. Quantos mais precisarão morrer?
Lula, Serra, Cabral, Alckmin não morreram nas chuvas e não vão morrer. Se você continuar votando em quem não está nem aí (e nem chegando) vai chegar uma hora em que a chuva, a enxurrada e o deslizamento de terras não te deixarão mais votar.

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