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Meus botões republicanos foram ao posto de gasolina.


Meu carro apresentou um problema no marcador de combustíveis e depois de algumas decepções com oficinas resolvi controlar o consumo por km rodado. Consegui perceber que o carro, um Sandero 1.6 ano 2011, faz precisamente 11 km por litro e assim tenho controlado tranquilamente o abastecimento. Na minha cidade um posto Shell faz uma promoção interessante. As terças e sextas há um desconto substancial no combustível. Procuro abastecer sempre nestas datas e neste posto. Boa bandeira e bom preço.
Ocorre que meu filho veio de férias e como precisaria andar um bocado, comecei a abastecer o carro com valor superior do que o gasto costumeiramente. Abasteci em dois postos com a quantia de R$:100,00 e estava tudo muito certinho. Quando faltavam pelas minhas contas poucos quilômetros para a pane seca, abasteci neste posto. Cem reais equivaleu a 29 litros e fração.  Faltando 30 km para a pane seca o combustível acabou. Estranhei mas, não desconfiei de pronto da confiável bandeira do posto. Como ocorreu numa terça-feira e é dia de promoção peguei o meu galão, devidamente avalizado pela ANP, é fui buscar o combustivel. O preço estava em R$:3,33. Logo, 10 reais corresponderia a três litros quase que exatos.
O frentista, que por sinal não me lembro de ter visto outras vezes, ficou confuso, sendo socorrido por um colega que repetia insistentemente que eram 2, 99 litros. Até questionei se não era só programar a bomba, mas me disseram que tinha mudado o sistema. 
Fiquei de olho no abastecimento e vi que ultrapassou os R$:10,00 e por camaradagem por ser novo o funcionário avisei que já tinha alcançado o valor, mas mesmo com os repetidos avisos, o frentista que me pareceu constrangido e embaraçado, abasteceu até que chegasse a bomba no valor de R$:10,43. Gastei um bom tempo fazendo contas até com a ajuda do editor de planilhas para chegar a conclusão que meu carro - provavelmente - não passou a beber mais, mas a diferença da bomba era de aproximadamente 1 km a menos por litro de combustivel, de forma que quem não conta até as gotas para reabastecer (como eu) dificilmente se daria conta.
Pensei cá com meus botões republicanos: Well, vamos denunciar a ANP e ao ProCom solicitando uma vistoria.
Qual não foi minha surpresa ao retornar ao posto por acaso (existe uma lanchonete na área do posto) para fazer um lanche e me deparei com duas equipes de fiscalização, do ProCom e da ANP. Pela primeira vez vi o dono do posto no local (ou pelo menos preposto seu, já que agia o tempo todo como o tal), inclusive foi até a lanchonete papear com o proprietário e observei um tom amistoso demais entre o que no direito costumam chamar de "as partes", inclusive com abastecimento de uma das pick up's sem que eu tenha percebido pagamento.
Terminei meu lanche, me dirigi a mesma bomba e comprei então um litro de gasolina . E a diferença persistiu. Anotei as placas das duas caminhonetas, aliás, até gostaria de saber qual a necessidade de uma belíssima e potente F250, 4x4,  com imponentes rodas de liga leve, cabine dupla e capota de fibra de vidro para fiscalizar postos de combustiveis que costumam se estabelecer em vias pavimentadas. 

Fiz uma notificação ao MPE (faria ao MPF se fosse tão simples o contato por internet) e um questionamento a ANP sob o resultado da vistoria. Aposto uma bala de café que vai dar em nada tudo isto, mas fiz a minha parte. meus botões republicanos estão com as barbas de molho.

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